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Gripe VIP

por titi, em 26.01.15

Como se adivinhava, acabei por não concretizar nenhum dos planos de fim de semana por causa da gripe que me derrubou. Não me lembrava da última gripe que tinha tido nem tinha a noção de como uma doença que eu achava que nem era doença pode deixar uma pessoa tão combalida. Nem cheguei a ter febre alta, não deve ter sido uma gripe pesada, mas o que tive chegou para me deixar a sentir-me abaixo de trapo. Foi, no entanto, uma gripe de luxo: a manhã de sábado foi passada na cama enquanto na sala papai se dedicava a elaboradas construções com os pequenos. O estado em que a sala estava quando lá entrei é que ... adiante, que não fui eu que a arrumei. De tarde foram todos dar uma volta e eu fiquei na paz, a paz dos arrepios e dos tremores mas de qualquer modo em silêncio. A meio da tarde, uma mensagem do meu pai que rezava assim:

''estamos na mealhada. vamos a tua casa e levamos os miúdos para dormirem na nossa''.

Como não tinham apreciado a minha voz - ou a falta dela - no telefonema da manhã, os meus pais, numa atitude muito sua, meteram-se à estrada e vieram de Lisboa para o Porto para me aliviarem o fardo e às seis da tarde já me estavam a entrar pela porta adentro. Com jornais, fruta e uma mala térmica atulhada de refeições. E croquetes do Califa. Só visto.

Venham mais gripes.

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O mal que nos fazem com o bem que nos querem

por titi, em 30.01.14

A mãe deve aprender a renunciar ao controlo, pois o controlo é uma tentação que leva ao abuso. "As mães que insistem em relações que se baseiam em exigências, em chantagens, fazem parte de uma história que acaba mal. E porquê? Porque os escravos odeiam os tiranos e, um dia, acabam por se revoltar... e ainda bem!"
Muitas filhas queixam-se de que a mãe está constantemente a invadir a sua vida privada, de ingerência nos seus assuntos, de tentativas de controlo da sua vida adulta, e que se afastam e rompem com as mães quando constatam que o que elas lhes deram e o que ainda lhes podem trazer é de tal modo negativo que mais vale afastarem-se. Será preciso cortar as pontes e as relações para estar e viver em paz?
"Não necessariamente", comenta Maria do Carmo Lima. "Há em nós uma criança que nunca desiste da mãe. Podemos é não nos pôr a jeito para ficar à mercê dessa mãe." Segundo esta especialista, na idade adulta, é preciso saber "fazer o luto" da mãe ideal, aceitá-la com as suas fragilidades e não mais ter necessidade de continuar à espera que ela nos dê o impossível. É tempo estupidamente perdido. Temos de aprender a contar com os nossos próprios recursos, de sermos uma boa mãe de nós próprios. "Mas esta aprendizagem corresponde a um processo interno. Nós temos uma mãe externa mas, como dizemos em Psicanálise, vamos construindo a nossa 'mãe interna'. E esta 'mãe interna', ou seja, termos capacidade de sermos uma boa mãe de nós próprios, pode proteger-nos muito das realidades duras da mãe externa e ajudar-nos a compreender que ela também tem uma história. É preciso aprender a construir uma boa mãe interna, que filtre a toxicidade desta mãe externa, da mãe real. Há que organizar defesas, não voltar para dentro das mães outra vez, porque estas mães como que criam uma força centrípeta, uma espécie de útero psicológico que não permite que os filhos se autonomizem. Temos de ter capacidade de fazer diferente, porque o escolhemos, porque é assim que faz sentido para nós e não por raiva ou oposição."
É preciso saber falar abertamente, sem amargura, acerca do que nos faz viver estas separações, pois nada pode ser remediado se não se tem vontade de mudar, se não se tem vontade de nos colocarmos em questão.

...

A relação com os pais é uma coisa muito misteriosa. É melhor resolver as questões com os pais com tranquilidade e, eventualmente, com ajuda, enquanto os pais estão vivos. Porque depois é muito mais complicado, mais doloroso, pois já não há interlocutor a não ser internamente e os 'lutos' tornam-se muito difíceis. O trabalho de 'luto' é indispensável à vida. Há pessoas que ficam toda a vida com 'birras' porque as mães não correspondem àquilo que queriam, ou mães que ficam com 'birras' porque as filhas não são o que queriam e porque não valorizam o que têm. É uma perda de tempo, uma sangria de afectos...

 

Encontrei aqui.

Post dedicado a uma querida amiga mas é um chinelo que se pode enfiar em quase todos os pés. Quem não revê um bocadinho neste texto que atire a primeira pedra.

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