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A Casa da Praia do Açúcar

por titi, em 03.02.17

helene.jpg

É um livro que li há muito tempo e me impressionou imenso. A autora é uma jornalista do New York Times que nasceu e passou a infância nesse país de governantes insanos que é (foi?) a Libéria. Conta a história da vida da família até terem de fugir para os Estados Unidos, quando ela tinha 12 ou 13 anos, e o eixo da narrativa é a casa deles, junto ao mar, que tinha sido a concretização de um sonho do pai.

A Libéria é um país cuja história me interessou e sobre o qual cheguei a fazer um trabalho quando andava no liceu, possivelmente para aligeirar os remorsos de um episódio que se passou quando eu tinha 16 ou 17 anos. Como muita gente da minha idade, tive uma data de correspondentes pelo mundo fora, com quem trocava freneticamente cartas e postais. Nós inscreviamo-nos numa rede, recebiamos uma lista de nomes/moradas e o nosso contacto também era dado, em listas equivalentes, a outras pessoas. Além ddos contactos que recebíamos, também chegavam cartas surpresa, dos cantos mais inesperados do mundo.

Certo dia chegou-me uma carta de um tal Lawrence Visseh, da Libéria, que logo na primeira carta me contava a história da vida dele, num campo de refugiados. Mandou-me uma foto em que aparecia com a bíblia na mão. Era evidente pelo teor da carta que o desejo do rapaz era arranjar uma maneira de chegar à Europa e que a correspondência era um meio para tentar atingir esse fim. Eu fiquei assustada com tamanha carga emocional e nem sequer lhe respondi. Não me orgulho deste episódio e lembro-me disso imensas vezes.

Adiante. Ontem vi no facebook este artigo da Helene Cooper. Não acrescenta factos novos ao que o livra conta mas nunca é demais reflectir sobre estes assuntos, outra vez tristemente actuais, certo?

Raios, agora fiquei cheia de vontade de ir reler o livro.

Bom fim-de-semana.

 

 

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1 comentário

De fungaga a 06.02.2017 às 10:34

Fiquei muito curiosa com esse livro... Recentemente, li vários livros da Chimamanda Ngozi Adichie, uma autora que andava há que tempos para ler, que adorei. Esse universo de mulheres escritoras africanas ou sobre África é mesmo algo a explorar! Beijinhos

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