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Fim de semana a limpar a choupana

por titi, em 14.07.14

Foi fértil em acontecimentos, o nosso fim de semana. A maior parte completamente desinteressante para todos que não nós, mas bem bom. Ora foi assim:

Manhã de sábado na ronha para uns (pai e António), de alvorada precoce para outros, adivinhem quem. Quando os outros dois apareceram – e o António estava triunfante por ter acordado depois das 11h, o dia da vida dele em que acordou mais tarde, acha ele – já eu e o Vasquinho levávamos umas horas de avanço, com jogos, legos, Rucas, pequeno-almoço, colo, muita coisa. De tarde, enquanto o Vasco dormia, eu e o pai metemos mãos à empreitada de arrumar a estante da sala. É só uma paredezeca (dá-me uma vontadaça de rir quando alguém lá vai e comenta ‘’ih, tantos livros’’, é mesmo só uma parede que nem sequer é muito grande) mas parecendo que não, comporta largas centenas de livros e esvaziá-la, limpar o pó às prateleiras e aos livros e voltar a arrumá-los por categorias e ordem alfabética de autor, é obra para muitas horas. Sobretudo quando nos perdemos um bocado à medida que deparamos com livros em que não pensamos há muito tempo e que foram importantes. O homem passa-se com a banda desenhada, eu é com as minhas colecções completas lidas, relidas e trilidas deste tipo e deste. Do primeiro ouvi falar pela primeira vez nas aulas de inglês do 8º ano, em que a Professora (de quem já cá falei) nos contava mil coisas não necessariamente relacionadas com a matéria – pensava eu na altura – nos contava sobre um escritor de nome difícil de dizer (até hoje, tenho dúvidas) que tinha um livro chamado ‘’The moon and six pence’’ e cujo ‘’Fio da Navalha’’ encontrei tempos depois na estante dos meus pais como nº 1 da colecção ‘’Livros RTP’’ que existia em muitas casas nos idos anos 1970s. O dito ‘’Fio da navalha’’ foi o meu livro preferido durante muito tempo e só relaxei quando varri tudo o que o Somerset Maugham escreveu, muitas coisas só achadas em alfarrabistas, outras em inglês. Depois passei para as biografias dele e fiz mal. O segundo escritor com cuja obra completa esbarrei no sábado é o John Steinbeck. Não tenho a certeza de ter começado com um livro belíssimo chamado ‘’Bairro de Lata’’ que também fazia parte da colecção RTP ou com o ‘’A um deus desconhecido’’ que existia na estante da Samicas quando éramos miúdas. Só sei que também não descansei enquanto não li tudo o que dele havia e, neste caso, não me desgostei com o que fui sabendo pelas biografias e cartas. Muitos anos depois calhou visitar os cenários de muitos romances dele, em particular a zona das antigas fábricas de conserva de Cannery Row, o bairro de lata do livro, na Califórnia, mas achei tudo muito virado para o turismo.

Adiante. Os nossos filhos ficaram radiantes por terem conquistado o direito a três prateleiras na estante da sala e escolhemos criteriosamente os livros que ascenderam a uma categoria tão elevada. Sempre são menos ácaros no quarto deles…

Ao fim da tarde, deixámos o pai abraçado às suas BDs e fomos visitar a nossa avó Lelé – que na verdade não é avó de nenhum de nós mas isso não interessa nada – cuja hiper-mega-movimentada casa estava, no último sábado, muito silenciosa. Até nós chegarmos, claro. Mal os meus filhos lá entram, dá-lhes a fome, é fatal. Em vez de dar uma bolacha a cada um, a avó Lélé dá um pacote. Eu vou ralhando e de caminho também como qualquer coisa porque também eu fico com fome sempre que lá entro, é uma coisa que me acontece há mais de 40 anos. Naquela casa, as bolachas são melhores, o queijo nem se fala, o pão é de exceleência, até a água parece que sabe melhor, acho eu e acha muita gente que lá aterra com frequência, é um mistério que não compreendo nem para tal me esforço. Por lá ficámos um bocado, os pequenos a andar de baloiço, as senhoras a conversar. Arrancámos dali quando já anoitecia e foi grande a alegria do António e do Vasco quando decidi que jantariam no MacDonalds. Depois, menores de 8 anos prá cama que já é tarde.

(continua)

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