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Por amor

por titi, em 20.06.14

Sou muito grata às pessoas por quem, ao longo dos anos, tive de fazer coisas que não queria, coisas muito difíceis e que me exigiram grande sacrifício porque me deram a experimentar, ainda que fugazmente, a entrega total ao outro e a generosidade que em circunstâncias comuns não pratico com grande fervor. Sinto que lhes devo muito.

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Filosofia para começar o dia #6

por titi, em 19.06.14

- Mãe, a garagem da tia Patrícia é quase igual à da avó mas em amarelo-alaranjado!

- Mmm? Quê? Dorme que é cedo...

- Eu gosto muito do avião de Primeiróbil do Kiko, é tão fixe!

- Podes pedir um avião de Playmobil nos teus anos, OK? Dorme.

- Gosto muito do Lourenço, ele dá-me miminhos... 

- (Já desperta, que remédio) E do Francisco, não gostas?

- Gosto! Ele faz palhaçadas. Quero ir brincar.

- (Rendida) Está bem, vamos lá brincar com os Playmobil.

 

(para o Vasco é Primeiróbil, para o António, na mesma idade, era Peneilóvil)

 

 

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Primos

por titi, em 19.06.14

Ao longo do dia, o meu pai vai mandando via WhatsApp fotografias do António (meu) e do Francisco (da minha irmã) que estão lá em casa a passar estes dias. Verifico que há um padrão na maior parte dessas fotos: o olhar de admiração do António para o primo (1 ano mais velho), o braço de um à volta dos ombros do outro enquanto caminham, os sorrisos permanentes e desdentados.

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Graças e desgraças no mundo das línguas estrangeiras

por titi, em 19.06.14

Muitas vezes agradeço interiormente aos meus pais terem-nos proporcionado todas as oportunidades que desejámos para que nos viéssemos a safar bem em, pelo menos, uma língua estrangeira. Tanto eu como a minha irmã tivemos a sorte de nos cruzarmos com a mesma excelente professora de inglês nos tempos da escola, tivemos inúmeras oportunidades de viajar e quando tivemos vontade, ambas frequentámos o magnífico British Council, lá para as bandas do Príncipe Real. Andei por lá um ano de muito boa memória, com um professor excelente, um neozelandês chamado Devo, com quem aprendi montanhas de coisas não directamente relacionadas com a língua inglesa, que fui melhorando sem dar por isso. Por exemplo, foi com ele que ouvi falar, pela primeira vez, nesta magnífica banda desenhada em que fui vidrada durante muitos anos.

É graças aos encontros felizes que fui tendo e ao investimento dos meus pais que actualmente me é fácil comutar automaticamente entre o português e o inglês quando as circunstâncias o requerem e essa facilidade tem-me sido extraordinariamente útil na minha profissão.

Depois ... depois há cenas como a que vivemos no fim de semana passado: tinhamos ido almoçar fora e no regresso ao carro fomos abordados por duas turistas francesas de mapa na mão, que queriam saber como se chegava a Serralves a pé. Ora dava-se o caso de estar um calor abrasador, de as senhoras já suarem e arfarem por todos os lados, de o caminho para Serralves lhes demorar uns valentes 45 minutos e ter uma subida respeitável e de nós irmos para esses lados. Queria oferecer boleia às senhoras mas não me saiam as palavras. Com elas já dentro do carro, queria conversar e não me saia nada. Queria desejar-lhes boas férias e a língua enrolava-se-me. Que nervos, que irritação! Caraças, eu aprendi algum francês na escola, tenho ido uma vez por outra a países onde ele se fala, durante muito tempo via toneladas de filmes franceses, como é que cheguei a este ponto de entupimento para articular meia dúzia de frases?

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Os livros a ensinar a vida

por titi, em 19.06.14

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Dá cá, toma lá

por titi, em 17.06.14

Para devolver à comunidade youtúbica um bocadinho do tanto que lá vamos buscar diariamente - maioritariamente vídeos de comboios do mundo, aviões, autocarros, teleféricos e transportes de todos os tipos - hoje deixámos no Youtube um vídeo que fizemos no Dia Mundial da Criança. O António e o Vasco estão vaidosíssimos e ansiosos por fazer a contabilidade das visualizações, são os 55 segundos de glória deles. Está aqui:

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O que ando a ler?

por titi, em 12.06.14

Resposta: um dos melhores livros que li na vida e eu leio muitos e muito bons.

Não, não estou a exagerar, uma das (poucas) coisas para que muitos anos de leitura desenfreada me têm servido é conseguir distinguir em poucas páginas um livro bom de um livro que não o é. Não quer isto dizer que me identifique sempre com as obras boas, montes de vezes não tenho fôlego, nem capacidade, nem paciência para elas, não consigo entrar, não são para mim. Mas reconheço-as e percebo muito bem o travo diferenciador que lá há. Por exemplo, achei o aclamado 2666 do Roberto Bolaño um grandessíssimo pastel, não consigo ler o Ulisses do James Joyce, tenho grandes dficuldades com a Agustina Bessa-Luís (esta tenho alguma vergonha de admitir). Mas sei muito bem o que as torna obras maiores.

Já em relação às fracas, cada vez sou mais incapaz de as gramar e de lhes suportar a existência. É verdade, porque raio é que nos tempos que correm qualquer pateta que alinhave uns parágrafos sem muitos erros se acha habilitado a ser a revelação literária da season? Faz-me uma confusão do caneco, já há tanto livro publicado, para que são precisas mais trampas como as que saltam à vista nos escaparates de quase todas as livrarias? Não perceberão as pessoas - gente das editoras incluída, que muitas das merdices que para aí vão aparecendo a bailar ao ritmo dos temas que estão a dar são encomendas feitas aos autores, apresentadores de televisão, bloggers com muitos milhares de visualizações, cozinheiros da moda*, médicos do programa da Conceição Lino, o que for - que as coisas com que nos bombardeiam acabam esquecidas no fundo do armazém ao fim de meia dúzia de semanas, vendidas a metro em feiras do livro de estações de metro sem terem deixado lastro na cabeça de nenhum leitor? Vaidade e negócio, deve ser isso, só pode.

Mas era do livro que tenho em mãos e na cabeça que tencionava falar. Chama-se Canadá, o autor é o até agora para mim desconhecido Richard Ford, e é um livro absolutamente perfeito, um primor na clareza, economia de palavras, contenção, tensão, no relato implícito da solidão dos personagens, sobre como o desespero pode levar a mais normal das pessoas ao mais tresloucado dos actos.

Acabadinha de ler O Herói Acidental do Mário Vargas Llosa, que amei, adorei, achei maravilhoso, li de um fôlego, ouvi O Livro do Dia e estoutro aterrou-me nas mãos. O Herói Acidental é um livro belíssimo mas o Canadá joga noutro campeonato, trata-se de outra coisa, é daqueles livros (felizmente não raros) que lançam luz sobre os nossos lugares obscuros. Sim, confirma-se, é um dos melhores livros que já tive a sorte de ler.

 

*Exceptuando o livro da doutora Ágata Ruíz de la Prada Roquete, que esse eu comprei e tem receitas bem boas.

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A turma das quinas está a fazer coisas

por titi, em 12.06.14

Chorei a rir. E fui ver quem é o Raúl Meireles (parece o António Variações e sem barba até tem muito bom ar).

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A Escola

por Checa, em 06.06.14

Acho que já aqui tinha escrito sobre a maravilhosa escola que os meus filhos frequentam. Vasculhei a maior parte dos estabelecimentos de ensino das redondezas e quando descobri este fiquei apaixonada, fez-me lembrar a escola dos desenhos animados do Sid Ciência.

De vez em quando os psicólogos e professores organizam sessões de formação para os pais, às quais tento nunca faltar. Na última, o tema abordado foi "o hábito de ser positivo" onde se falou na importância de valorizar os aspectos positivos. O formador, um psicólogo novinho, muito boa onda que costuma jogar futebol com os miúdos, aconselhou a leitura de um livro, que eu fui a correr comprar e é absolutamente delicioso. Chama-se O Ponto.

 

Uma escola que tem como base estes 8 hábitos, não se limita a despejar o currículo escolar; preocupa-se em criar crianças felizes: 

Somos positivos, vemos o que já atingimos e congratulamo-nos com o lado bom da vida.

Procuramos soluções de forma criativa para os problemas que nos surgem.

Cuidamos de nós, dos outros e de tudo o que nos rodeia.

Entreajudamo-nos porque somos mais fortes.

Diferenciamos e aceitamos o que cada um é.

Lideramos as nossas vidas rumo às metas que estabelecemos.

Aprendemos a fazer, com as mãos na massa.

Planeamos o que e como fazer, fazemos e depois revemos num processo constante de intenção, acção, reflexão e aprendizagem.

 

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Disto não tenho eu a menor dúvida.

por titi, em 05.06.14

Acredito que o mundo está cheio de histórias, que as nossas vidas estão cheias de histórias, mas só em determinados momentos somos capazes de vê-las ou de compreendê-las. Temos de estar prontos para entender aquilo que está a acontecer-nos.

Paul Auster, Experiências com a Verdade, edições ASA, 2003

 

Roubei aqui mas vou comprar hoje o livro.

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