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Escrever sobre a morte, a perda e a tragédia

por titi, em 11.03.14

É extraordinariamente difícil.

Uma muito boa crónica sobre o tema.

Uma não boa crónica sobre o tema.

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Quantas vezes se consegue escrever Badalhoca em menos de mil caracteres

por titi, em 10.03.14

Na sexta-feira houve grande agitação lá em casa: a nossa Paula levou o Vasco a comer um croissant à Badalhoca, lugar mítico da cidade e na minha casa.

Desde que a Paula começou a contar aos meus filhos que à saída do trabalho da manhã vai tomar café à Badalhoca antes de seguir para a nossa casa, que os gajos se desunham de vontade de conhecer o sítio. Badalhoca para cá, Badalhoca para lá, na sexta-feira, antes de irem buscar o António à escola, o Vasco teve a oportunidade dele. Gostou muito.

Hoje, estava eu diante do computador quando o telemóvel tocou. Era o António, numa excitação: ''Mãe, o meu dente caiu e fui com a Paula à Badalhoca''. Uma emoção para ele, um desapontamento para mim que me partia a rir de cada vez que olhava para o miúdo e lhe via um dente de cima meio pendurado, em vias de cair. Estava tal e qual este aqui:

Agora estou cheia de vontade de chegar a casa para ver como estarão a cara e a fala do meu pequenito desdentado.

Vou mas é à minha vida que ainda tenho que averiguar se ao terceiro, a fada do dente ainda está ao serviço.

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Ser mãe é...

por Checa, em 08.03.14

...telefonar à avó das crianças (e minha mãe) para saber como foi o cocó do pequeno e ficar feliz por saber que "era muito bom" (ainda lhe perguntei se o tinha provado).

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História deliciosa

por Checa, em 07.03.14

John Malkovich em Lisboa

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Irmãos

por Checa, em 07.03.14

Hoje de manhã, o Francisco já estava acordado e ouvimos vindo do quarto do Lourenço um "mamãaaaa" denunciador de que este já estava desperto. Fomos os dois, ainda em lusco-fusco, dizer bom dia ao nosso bebé.

Digo nosso porque o Francisco o acha absolutamente divinal e faz questão de assumir o papel de irmão mais velho, quando chega o momento de explicar como as coisas se processam (mesmo que ele próprio precise ainda de tantas explicações).

Prova desta adoração foi o desabafo com que ele me brindou logo de seguida: "o Lourenço é tão querido, tenho tanto orgulho nele que, quando vamos na rua, até lhe peço para saltar só para as pessoas ficarem impressionadas".

E o melhor do meu dia, aconteceu assim, logo às 8h da manhã. 

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O próximo

por titi, em 06.03.14

Depois da leitura interrompida deste vem estoutro, que faz parte da bibliografia recomendada pela Dora no workshop Escrita Habitual. Estava a estranhar a demora da Amazon que nunca me deixa ficar mal e afinal o livro estava há dias à espera no meu cacifo, no trabalho. Não há problema, a espera deu para reler as palvaras que se seguem:

O autor é, de todos os que se ouvem no livro, aquele de que me sinto mais distante* mas achei estas as palavras de alguém que sabe muito porque muito observa. Foi o escritor Gonçalo M. Tavares que disse.

E logo à noite vamos aos que se seguem, no livro novo.

 

*Ah, espera lá, também lá está o Mia Couto. Vou reformular: o autor é, de todos os que se ouvem no livro, aquele de que me sinto em segundo lugar mais distante.

 

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Passatempo nerd

por titi, em 06.03.14
Mãe, andei para trás no calendário do iPad e descobri que se tivesse nascido no ano 1, tinha nascido numa sexta-feira. Tu também. O Vasco também. E o pai tinha nascido numa quinta-feira.

Ah, que fixe. Vai jogar à bola.

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Filosofia para começar o dia #1

por titi, em 04.03.14

O Vasco inaugura a maior parte dos dias com uma pergunta sussurrada ao meu ouvido - ele acorda quase todos os dias ao meu lado, ora na cama dele, ora na minha, consoante quão pedrada estou quando ele chama a meio da noite. Tem 3 anos e anda a interessar-se muito por questões relacionadas com a morte, a velhice, a relação com os outros, o corpo, o que é certo e errado, para onde é que a polícia leva os ladrões, para onde é que vai a água da sanita, porque é que os crocodilos mordem, quase todas de resposta difícil (sobretudo quando aparecem de madrugada), todas formuladas com inocência mas a transparecer muita vontade de se situar e descobrir como se relacionar com os outros.

Claro que nos escangalhamos a rir e o achamos o mais querido e o mais espertinho do mundo mesmo sabendo que é como os outros e que nesta idade todos fazem perguntas assim. Só que o Vasquinho tem a particularidade de acordar sempre a fazer uma pergunta, como se tivesse passado a noite a tentar processar os assuntos que o atormentam e o rol de perguntas da manhã já é tão vasto que daqui em diante vou pô-las aqui. Pode ser?

 

E a de hoje foi:

 

Se os meninos escreverem nas paredes das salas as mães ficam zangadas, não ficam?

 

Adorei o plural. A razão da pergunta é, tenho a certeza, o episodio do Ruca que viu ontem à noite, em que a irmã bebé riscava desenfreadamente a parede da sala.

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Do fim-de-semana

por titi, em 03.03.14

Embora ensombrado por acontecimentos que lhe lançaram por cima um véu muito espesso e muito escuro,  na nossa casa o fim-de-semana foi animado. No sábado o pai da casa foi a Lisboa entregar a encomenda que lá ia passar as férias do Carnaval. Como parte da mística da coisa está associada à viagem propriamente dita, foram de comboio. Mais precisamente de Intercidades, que para os nossos filhos andar de Alfa ou de Intercidades são coisas completamente distintas. Entregue o petiz aos avós, o pai deu uma volta pelo Parque das Nações e rumou de novo a norte. Uma seca, pensam vocês? Qual quê, a perspectiva de mais duas ou três horas a balançar de um lado para o outro em silêncio dentro de um comboio, a nós os dois soa a jardim das delícias. Desde que tenhamos o que ler, claro. Para mim ficou uma bela tarde/noite passada em casa com o Vasco. Tive direito às minhas duas horas de silêncio durante a sesta dele, seguidas de uma sessão de jogatina - puzzles e legos - e trabalhos de casa.* O nosso Vasquinho é uma bela companhia, ele e o burrinho. Já falei aqui do burrinho? Um presente de Natal que caiu no goto do pequeno. Nós achamo-lo fofinho mas é um neto que dá muito que fazer. Ainda ontem à noite foi por um triz que não lhe dei uma palmadunça no rabo, tamanho o rebuliço que criou. Embora o tenha deitado por volta das nove e meia, o Vasco só adormeceu lá para as onze e vinte, tendo esse tempo sido passado a ouvir, constantemente:

''Mãe. Mãããe. O burro não se cala e não me deixa dormir!''

''Mãe. Mãe. Mãe, o burro está cheio de febre e com vontade de vomitar...''

''Mãe! MÃE! O burro está sempre a destapar-me e fico cheio de frio!''

Raispartam o raio do burro!

No domingo tivemos o almoço de aniversário do meu sogro que foi uma festa belíssima. Já devo aqui ter dito qualquer coisa sobre a sorte grande que é o casamento fazer-nos mergulhar numa família nova para onde vamos com a mesma satisfação com que estamos com a nossa. Ontem o Vasco era a única criança, eu era quase a mais nova no meio de uma cambada de maiores de 65 e diverti-me tanto, mas tanto! (que até aqui usei um ponto de exclamação, esse sinal de pontuação tão vil).

Durante a sesta do pai e do filho, tive a parte mais espectacular do fim-de-semana, fui ao Continente, que delícia. Enfim, sobrevivi mas odeio esta tarefa. E hei-de aqui escrever sobre quão desorganizada e incapaz de planeamento me sinto quando me lembro que não há quase nenhum dia da semana em que não precisemos de ir ao supermercado.

Fui estrategicamente ao Continente que fica a caminho da casa dos primos e dei lá um salto a seguir para me rir um bocado. Um bocadão, na verdade.

* Sobre esta parte dos trabalhos de casa aos 3 anos, falarei oportunamente. Não sabia que podia acontecer os filhos mais novos terem ciúmes dos mais velhos mas ando desde Setembro a descobrir que sim.

 

(To be continued mais tarde)

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Sábado

por titi, em 02.03.14
Pode alguém ser livre
se outro alguém não é
a algema dum outro
serve-me no pé

Num fim-de-semana que tinha tudo para ser muito feliz, estas são as palavras que me ocorrem.

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