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E a vida continua como se não fosse nada

por titi, em 04.10.13

 

Líderes mundiais pedem medidas urgentes para combater contrabando marítimo de imigrantes clandestinos. Na pequena ilha, o desespero: "Já não precisamos mais de ambulâncias, só de caixões"

"É uma tragédia imensa, um horror sem fim", lamentou ontem a responsável do município de Lampedusa, Giusi Nicolini, após mais um naufrágio de uma embarcação carregada com imigrantes africanos, ao largo da pequena ilha quase no limite das águas italianas. O fenómeno tornou-se frequente, mas o desastre de ontem deixou a autarca sem fala: assoberbada com o movimento incessante das operações de resgate, e as lágrimas a escorrer-lhe pelo rosto, só conseguiu descrever o óbvio. "O mar está cheio de corpos, parece um cemitério."

Um incêndio a bordo terá sido a causa imediata do afundamento do navio, com 20 metros de comprimento, e que zarpara dois dias antes do porto de Misrata, na Líbia, com cerca de 500 pessoas a bordo. Entre os 130 mortos recolhidos ontem estão duas mulheres grávidas e várias crianças. Por encontrar estavam ainda 250 desaparecidos - quase todos de origem eritreia e somali, tal como os 159 indivíduos resgatados das águas, em choque, desidratados e exibindo sintomas de hipotermia mas sem correr risco de vida.

(...)

Nos primeiros seis meses deste ano, os portos de Itália e Malta receberam 8400 imigrantes clandestinos, o dobro daqueles que buscaram o território europeu no período homólogo de 2012, disse ontem a Agência das Nações Unidas para os Refugiados. Tal como aconteceu em 2011, quando se assistiu a um êxodo motivado pelas convulsões das Primaveras Árabes, a maior parte dos clandestinos que arriscam a viagem fazem-no por motivos políticos (para escapar ao serviço militar obrigatório, por exemplo). A maior parte dos passageiros são da zona do corno de África e da Síria.

As redes que se encarregam deste tráfico cobram milhares de euros por passageiro: as pessoas são transportadas em balsas, traineiras e outras embarcações que muitas vezes não cumprem os requisitos mínimos de navegabilidade, sem coletes salva-vidas e sem espaço para se mexerem.

 

Notícias como esta horrorizam-nos a todos mas depois de ter lido este livro

saber que tais tragédias continuam a acontecer é uma agonia. Às vezes não sei como é que as pessoas que sistematicamente socorrem estas pessoas desesperadas não acabam como o protagonista do livro (acabou por morrer tresloucado com as tragédias que testemunhava - uma em particular, foi a gota que o fez transbordar).

Num dos podcasts que ouço repetidamente, a psiquiatra Carmo Sousa Lima diz que acha extraordinário que as pessoas não enlouqueçam todas e consigam manter um relativo equilibrio nas suas vidas e eu revejo-me nas palavras dela. Para evitar que isso aconteça, vou andando e fingindo que não se passa nada. Como fazemos todos. Mas há dias em que ...

 

O editorial do Público de hoje reconciliou-me com os editoriais do Público, tal como ontem o discurso do Papa me tinha reconciliado um bocadinho com a instituição que ele dirige.

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Prosa proveitosa

por titi, em 04.10.13

Público, meu amor.

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Grande almoço

por titi, em 04.10.13

O almoço foi assim

num buraco infecto (a pizza nem sequer prestava, o que não me impediu de comer duas fatias) mas foi um almoço glorioso porque a companhia foi esta:

É hora de agradecer outra vez à senhora tão querida da Leya. Graças a ela não vou perder nada do que a CNA disse enquanto esteve em Portugal.

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Ela aí está

por titi, em 04.10.13

E não digam que vão daqui.

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Outra assim não há

por titi, em 04.10.13

Ao telefone:

(Eu) - Sabes se a base da minha forma redonda ficou na tua casa depois da festa do T.? É que passo a vida a deixar bases de formas em casa das pessoas, já tive que comprar umas três ou quatro, uma chatice. Sabes se ficou na vossa casa?

(Ela) - Mmmmm, é capaz de ter ficado, não sei. Mas eu tenho uma prateleira na despensa para as formas, caixas e coisas assim que as pessoas deixam na minha casa por isso é só ir lá ver se a tua está.

(Eu, abismada) - Ahn?! Tu tens um espaço em casa exclusivamente destinado aos perdidos e achados das festas???

 

E vocês, conhecem mais alguém de tal maneira viciado em fazer festas em casa que chega ao ponto de lá acumular despojos de que os amigos se esquecem? É que é o caso desta jovem, não consegue passar um fim de semana sem acolher em casa para cima de dez pessoas, no mínimo (muitas vezes são mais de sessenta ou setenta).

Olha que deve haver clínicas onde isso se trata...

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