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Férias de Verão - 2ª parte

por samicas, em 23.09.13

A segunda parte das férias foram as verdadeiras Férias Grandes!!! Embora não tenham sido mais do que os 11 dias úteis obrigatórios.... No entanto, devido à sua intensidade, elas pareceram de facto muito maiores!

Estas férias foram uma verdadeira aventura. Decidimos ir com os nossos amigos "habituais" destas andanças, numa carrinha de 9 lugares, dar uma volta por Marrocos. E lá fomos nós, 4 adultos e 4 crianças, para um território desconhecido, noutro continente (os miúdos vibraram logo com a ideia de ir a África!)...

A viagem correu maravilhosamente e todos adorámos Marrocos. Foi cansativa pois fizemos mais de 4000 km mas valeu bem a pena...

Andei mais de 3 meses a estudar o assunto e a programar tudo...

Tive de convencer os meus amigos de que parte do que se diz sobre Marrocos são "mitos" (o que é verdade!)... Tive de os aliciar para este "projecto" o que consegui... mas não foi fácil...

Fiz uma tabela com todo o tipo de dados: locais onde ficar, hotéis (todos reservados antes), distâncias entre cidades, custos, o que visitar, etc. Era a maneira de ir informando os meus companheiros de viagem e uma garantia (!) de que tudo correria bem... Foi crucial mas, claro, não garantia nada!!!

Foi muito fácil gostar daquele país. Desde cedo percebemos o quanto seguros nos sentíamos o que nos fez descontrair logo sobre essa matéria.  É um povo simpático, acolhedor, bem disposto, prestável (claro que a troco de moedas!). Há policias por todo o lado, principalmente nas estradas. Até nos souks nos sentimos bem e seguros... É também muito divertido lidar com eles: regatear, fugir dos mais insistentes, ouvi-los tentar falar português,...

Têm uma rede de estradas óptima e várias autoestradas. Gasolina barata (quase metade do preço) e as portagens são uma pechincha (350km, 8€)...

Outra coisa que inquietava os meus companheiros era a comida. É óptima e barata (15€/família, em média). As tajines, a "pastilla", as "brochettes", frango assado, couscous,... Sem problemas... E nas grandes cidades - Fes e Marraquexe - McDonald's (foram as nossas refeições mais caras pois os preços são equivalentes aos nossos)!!! Assim sendo, também não experimentámos as temíveis dores de barriga...

É um país de verdadeiros contrastes: montanhas a sério, desertos de vários tipos (pedras, rocha, areia), praias quase selvagens, cidades "mega", aldeias, património, oásis, desfiladeiros...

Estas alterações de paisagem, as diferenças culturais, ir ao desconhecido... tudo ingredientes que fazem as crianças (e os adultos!) vibrar... Torna-se fácil viajar e as distâncias superam-se mais facilmente... O que virá asseguir?

Depois de muito ler ainda houve muitas surpresas. Uns sítios superaram as expectativas, outras ficaram aquém do esperado... Faz parte!

No fim desta viagem (como acontece em quase todas!) sentimo-nos "cheios", mais ricos, e ficamos a conhecer um pouco mais deste mundo em que vivemos... Algumas informações esquecem-se mas o principal fica dentro de cada um: as memórias que vamos levar sempre connosco, sejam elas cheiros, sons, uma montanha ou uma praça. Cada um terá as suas...

Assim é fácil explicar às crianças o quanto somos todos diferentes e nenhuns melhores que os outros, ensinar a respeitar outros costumes, mostrar-lhes outras formas de viver.

Não me consigo imaginar sem viajar...

 

(Como é de esperar, irei escrever mais alguns posts sobre este assunto...)

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Cansaço

por Teira, em 23.09.13
Há já muito tempo que aqui não venho. Sem novidades nem nada de interessante para contar. Apenas muito cansada...

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos

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Mudanças

por samicas, em 21.09.13

Bem, ao fim de quase dois meses (?) consigo vir aqui dar notícias... e tanto que há para contar!

Como não vou ter tempo de contar tudo hoje, nada como começar pelo princípio, ou seja, por aquilo que já se passou há mais tempo...

Um dos objectivos para este verão/férias era fazer mudanças cá em casa.

É que eu adoro mudar de casa e estaria na altura de o fazer mas, como os tempos que atravessamos não estão para aventuras dessas, há que inverter a coisa: já que não posso mudar de casa há que mudar a casa!!!

Assim sendo, resolvemos transformar o quarto onde dormiam os meus filhos num quarto para a B. e o quarto de brincar no quarto do G..

Foi tudo preparado ao longo duma semana. Realizámos primeiro algumas tarefas imprescindíveis como por exemplo, esvaziar o quarto dos brinquedos (tarefa minha), decidir os que são para dar ou para a quermesse do Natal (tarefa dos meus filhos) e pintar as paredes (tarefa do pai). Escusado será dizer que a minha sala ficou um pouco caótica durante essa semana... Nada que não se resolva...

Depois, durante o fim-de-semana, fizemos tudo o resto. Equipa imparável!

Limpámos e montámos o quarto do G.. Tarefa bem difícil pois os brinquedos são muitos e parte deles ele gosta que se mantenham montados no chão (Legos e Playmobil). Além disso acrescentámos uma cama (!) e um armário para a roupa. A mesa manteve-se para poder trabalhar sempre que quiser... Lá conseguimos encaixar tudo e ele adorou.

O quarto da B., pelo contrário foi muito fácil de montar. Escolheu pintar uma parede de lilás e não quis brinquedos!!! Apenas a estante dos livros, cama, mesa e... posters dos One Direction!!!! Ficou toda contente com o resultado final...

A primeira noite, dormiram juntos por causa do cheiro das pinturas.

A segunda noite já foi cada um no seu quarto, mas muito pouco convictos...

Nessa semana ainda me pediram para dormir duas noites juntos... A separação dos quartos foi fácil mas a deles nem por isso... Continuam a brincar juntos, ou num quarto ou noutro... É engraçado assistir a estes momentos.

O momento que mais me comoveu foi quando, eu e o meu marido, juntos observávamos o quarto da B. e percebemos que aquela princesa deu um salto de gigante e agora é uma bela rapariga, adolescente, crescida e do meu tamanho... Naquele momento, percebi que definitivamente deixei de ter a minha menina e ganhei uma rapariga que muda a olhos vistos... Como o tempo passa... e é em momentos assim que nós nos apercebemos de como tudo muda rápido...

Por isso, digo muitas vezes que o tempo que passo com eles vale cada segundo. Não tarda vão querer estar grande parte do seu tempo na escola ou com os amigos... É aproveitar enquanto esse tempo não chega!

 

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Dia tão comprido

por titi, em 20.09.13

Gostou da ginástica?

Gostou do professor de ginástica?

Comeu alguma coisa de jeito ao almoço?

Esteve contente nos intervalos?

Ultrapassou a relutância em ir à casa de banho e fez xixi?

Foi ao chafariz beber água?

Ainda está com muita tosse?

Está muito cansado?

Tem sede? Tem fome? Tem calor? Dói-lhe a barriga? Teve vontade de chorar?

Lembrou-se que tem lenços de papel na mochila?

O Martim já empresta a borracha?

 

Ai, que saudades dos relatórios diários no site do colégio... E as cinco e meia que nunca mais chegam.

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Luxo, é o que é

por titi, em 20.09.13

Como creio ter partilhado nesta sede, antes das férias comprei um telefone inteligente (não digo smartphone, prontos) que demorei séculos a aprender a usar. Quer dizer, andei com ele na mochila do computador sem sequer lhe pegar, até um dia ter decidido que bastava de ser ridícula e ter pedido a uma amiga que tem o mesmo telefone para me deixar vê-la a mexer com a coisa. E em um mês ... fiquei addicted. Não daquelas que precisam de tratamento para os tremores se não estiverem ligadas à net porque a maior parte do tempo tenho-o arrumado como sempre fiz com o telemóvel mas agora posso dar-me ao imenso luxo de descarregar o Público logo de manhã e lê-lo, por exemplo, à porta da escola do António enquanto espero que a campainha toque. Ou ir lendo, quando me apetece e convém, as actualizações dos blogs que sigo agregadas no Feedly. Ou os artigos novos das revistas que me interessam. Como é que só agora despertei para este vasto mundo de possibilidades que me interessa tanto?

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Escrever

por titi, em 20.09.13

Sempre que escrevo um texto mais ou menos longo, seja ele um email mais elaborado, um post para este blog ou um relatório de trabalho, o procedimento é sempre igual: escrever vertiginosamente, corrigir as inúmeras gralhas e, no fim, reler e cortar, cortar, cortar. E depois cortar mais ainda. Espero que seja um sinal de que vou aprendendo alguma coisa com as coisas boas que leio.

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A primeira semana

por titi, em 19.09.13

Está quase a chegar ao fim e, em contra-corrente com as minhas expectativas, está a correr com toda a suavidade. Embora na primeira manhã o meu pequenino tenha vomitado de ansiedade no recreio da escola enquanto esperávamos pela campainha para a entrada - na primeira semana de aulas os pais dos meninos do 1º ano estão autorizados a acompanhá-los à sala -, o filho que fui buscar às 12.30h para vir almoçar a casa já não era o mesmo que lá tinha deixado às nove, muito envergonhado por estar a chorar num sítio onde não conhecia vivalma. Todo contente, com um andar gingão, seguro de si, encantado com o maravilhoso mundo novo com que se deparou dentro da sala de aula, falou, falou, falou (com uma pausa pelo caminho para admirarmos um carro de F1 que está em exposição num ponto da nossa rota casa-escola-casa). Os cadernos, a sebenta para ''treinos'', outro para ''aquela coisa muito importante'' (a avaliação), livros, estojo, uma prateleira sob a secretária dele para pousar as coisas, as instruções da professora, os trabalhos de casa (tem todos os dias, bah), aquilo é a cara dele, amou e assim permanece até este momento. Gostou do recreio, no primeiro dia ''andou de um lado para o outro com a Maria F.'', nos outros anda por lá satisfeito, não gostou do ''leite da empresa sem chocolate'', trouxe para casa muito contente três bolachas Maria do lanche que dão na escola. Hoje foi à primeira actividade extra curricular (não há como me habituar a dizer áéques, como toda a gente parece gostar de fazer) lá oferecida, Expressão Dramática, mas não gostou. Achou a professora mal-educada porque ralhou aos gritos com o Martim por ele ter arrastado uma cadeira sem querer. Disse-me ''já viste, só com 27 anos mas já tão malcriada!?''*. Considerou ter trabalhado muito esta manhã, a fazer uma ''ficha de avaliação mental'' (sic).

As etapas que falta ultrapassar:

- almoçar na escola (lento como ele é a comer, ainda vai a sopa a meio quando a campainha para a tarde tocar, mas será o que Deus (?) quiser)

- ir à casa de banho na escola (ainda não foi porque lhe faz impressão fechar-se lá sozinho e à minha sugestão de pedir a um colega que vá com ele respondeu que não quer que ninguém lhe veja o rabo enquanto está virado a apontar o esguicho para a sanita).

O balanço desta primeira semana na escola pública não podia ser melhor. Escola pequena, funcinários atentos e amabilíssimos, professora esperta e atenta (só é pena os trabalhos de casa diários), filho feliz e aparentemente bem integrado. O pequenino, recém estreado no infantário está muito contente (e em casa com uma otite), mas isso não tem nada de surpreendente.

No resto do mês pode correr tudo do avesso que, para mim, terá sido um mês maravilhoso.

TPC - o primeiro

 

* Eu confesso que me senti solidária com a professora que deve ter sabido há dois dias que por uns tempos tem a enorme sorte de umas horas de trabalho mal remunerado, possivelmente sem afinidade com a actividade que sonhou exercer e em que investiu tempo, recursos e expectativas. Por mim, estou com eles, os professores que acabam nas AECs, desconsiderados por este sistema abjecto que chuta, despreza e trata como patifes aqueles de quem afinal depende. E eu que até fiquei contente quando soube que o Nuno Crato ia para ministro

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Não me convence

por Checa, em 18.09.13

É de mim ou o ministro Mota Soares fala de uma forma irritante assim pró pseudo-determinada-para-ver-se-os-palermas-que-o-ouvem-se-deixam-convencer?

(perdoem-me mas não consigo gostar do homem)

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Falar dos pobres

por titi, em 18.09.13

 

 

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Se os sindicatos o apanham

por Checa, em 18.09.13

Desabafo ouvido hoje de manhã:

"Escola? Não gosto da escola. Ainda por cima vou ter de ficar lá mais tempo porque vais começar a trabalhar até mais tarde e a receber menos".

 

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