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Fim de semana, alegre fim de semana

por titi, em 22.07.13

Lá se passou o último fim de semana com o pai fora sem dissabores (o dissabor que poderia ter acontecido era eu enlouquecer mas não aconteceu, pelo menos não mais que o normal) e com grande alegria dos pequenos. Minha também. Tinha prometido ao António uma recompensa à escolha dele - sabendo perfeitamente qual seria a opção - pela coragem que demonstrou na 5ª feira ao concordar em deixar o beliche de baixo e mudar-se para o de cima, a conselho do alergologista até ver maravilhoso que consultámos, apesar de lhe custar instalar-se lá por ainda ter alguma dificuldade em descer* (Pai, estamos à tua espera para resolver esta questão. E para o ensinares a andar de bicicleta sem rodinhas. E a mergulhar.).

O presente escolhido: andar de autocarro. Surpreendente. Eu, que nem sempre sou burra, congeminei a coisa e o programa de sábado de manhã, foi assim: parte da manhã a arrastarem-se pela casa em pijama (o pormenor do pijama é extremamente importante para eles), pelas onze e meia, fomos para a paragem do autocarro. Saímos na Boavista/Bom Sucesso e já lá estavam as gémeas à nossa espera, levadas pelo seu pai que rapidamente foi escorraçado para ficarmos só os cinco**. Em grandes manifestações de amizade entre todos, fizemos uma votação para decidir se almoçávamos no McDonalds ou nas massas, McDonalds 5 - massas 0. Todos almoçaram (almoçámos) muito bem, eles vaidosíssimos numa mesa para quatro, eu sozinha numa ao lado. Por acaso, acho que quando vão ao McDonalds não comem mal de todo, sopa, batatas pequenas que ficam sempre a meio, água, hamburguer sem pão ou douradinhos (mau), tiras de maçã. Dá para minimizar o estrago. Depois do almoço, fomos conhecer o novo Mercado do Bom Sucesso, aos meus olhos sem grande interesse mas a despertar-me a nostagia de outros afins que conheci em outras belas cidades. Gelados comidos, todos para a paragem para a extraordinária aventura de embarcar num autocarro com as primas. Sempre a falar, sempre a falar, sempre a falar. Chegados a casa, era hora de deitar o Vasco que caiu redondo. Comigo ao lado. Acordei quase duas horas depois toda amarfanhada, fui saber dos outros três e lá estavam eles, contentes da vida a jogar Monopólio e a brincar à cozinhas. Novidade muito agradável para mim que tenho dois filhos que não passam trinta segundos sem me solicitar. Lanche para todos, partida para a casa das primas. Ainda deu para um agradabilíssimo fim de tarde de primos (adultos) antes da recolha ao lar. Banhos, alguma brincadeira e cama para eles. Alguns gritos, sogra a chegar para tomar conta dos meninos adormecidos e eu ... ála para a festa dos quarenta anos de uma querida amiga. Não voltei tarde porque não gosto que a avó volte para casa sozinha a desoras mas foi óptimo. Os meus filhos foram convidados mas não souberam, que a ideia de umas horas entre amigos com um filho sempre a querer mostrar-me coisas e outro abraçado à minha perna ... não.

O domingo não começou da melhor maneira, com o António a queixar-se de dores de cabeça, eu a meter-lhe o termómetro de ouvido que só me baralha e a achar que tinha febre, a ligar à minha sogra a dizer que ficava com ele em casa e que só o Vasco iria almoçar a casa dela se o pudessem ir buscar (foram), a ficar umas horas sozinha com o António que depois do Benuron estava melhor e a irmos os dois até à casa da avó e depois todos lanchar a casa da Tia Guida que os meus filhos amam e de cuja casa não queriam já perto das sete da tarde (portanto, à hora de jantar nas vésperas de praia com a escola). Mais um belo dia para a colecção.

Foi interessante perceber que um dos highlights do fim de semana do António foi o facto de a mãe ter tomado conta de QUATRO crianças sozinha. Contou às tias no domingo, à educadora à chegada à escola, à avó ao telefone, à empregada que o foi buscar. O que ele não sabe é que é muito mais fácil cuidar de quatro quando duas são as gémeas do que dos dois do costume.

Hoje, depois de sobreviver a quarenta minutos de actividades domésticas (vestir, arranjar pequenos-almoços e lanches da escola, verificar mochilas da praia) a arrastar pela casa  uma criança abraçada à minha perna e deixar os jovens na escola às oito da manhã fiz-me esperta e fui correr. Nos últimos dois meses andei demasiado exausta até para fazer o que me dá tanto prazer, tenho endrominado muito o esquema e estou longe de conseguir correr os 5km (que pobreza de meta, quem me viu e quem me vê) mas esta manhã soube-me pela vida. O frio das manhãs de Verão ao pé do mar do Porto é mítico. Diferente do frio da tarde porque de manhã não há nortada.

 

O que é que eu hei-de contar quando falo ao telefone com a Kika ou a Fungaga e elas me perguntam o que é que tenho para contar? Isto?! A minha vida extra-trabalho é isto. Não me queixo.

 

* Quando se trata de conquistas difíceis, compro vergonhosamente os meus filhos. Uma cruz no calendário por cada dia em que se vestia sozinho, ao fim de 20, um presente. Um Smartie para o Vasco de cada vez que pede para fazer cocó na sanita.

 

** E eu tenho de admitir que os olhares de admiração que quase todas as pessoas nos deitavam me deixaram satisfeita, a imaginar como seria se fosse sempre assim, eu com quatro incluindo-se no lote duas gémeas iguais. Não sei como seria se fosse sempre assim, mas sei com certeza absoluta que numa tarde com as priminhas descanso mil vezes mais do que se estivesse só com os meus dois.

    

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As extraordinárias contradições da natureza humana

por titi, em 22.07.13

Podem uma grande generosidade e o mais descomedido egoísmo coexistir na mesma pessoa?

Resposta: Podem, ó se podem!

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