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O que faz as crianças felizes

por titi, em 09.04.13

Há uma data de tempo li na revista brasileira ''Época'' uma reportagem, na altura bastante elogiada, sobre as coisas que fazem as crianças de hoje em dia felizes. Achei a reportagem engraçada mas as conclusões nada surpreendentes porque para a amostra que tenho à volta, sejam os meus filhos, sobrinhos ou as crianças amigas, não há nada, absolutamente nada, melhor do que estar com os primos, os avós, pais, tios e irmãos. Em que sítio, não interessa muito, desde que estejam com os seus.

O fim de semana que acabou ontem, foi um desses. Vejamos:

- Só o facto de chegarem a Lisboa ainda acordados e poderem estar com os avós e brincar um bocadinho antes de irem para a cama, é logo um começo de fim de semana fabuloso para o A. e para o V.

- Passar a manhã em casa a matar saudades dos brinquedos de lá, acompanhar os avós ao café e comprar o jornal, um must (e de caminho escolher um carrinho para os avós oferecerem antes de regressarem ao Porto, ui, ui).

- Festa dos 7 anos do primo F., a loucura. Bem, mais ou menos. Para os pais que tentavam ir acompanhando as crianças no espaço em que aconteciam várias festas em simultâneo, sim, a loucura. O meu filho mais velho, embora tenha gostado, acabou um bocado cansado e enviou à tia I. esta SMS em que resumiu o sentimento com que acabou a festa:

Por mim, gostei imenso. Foi a primeira festa deste tipo a que o meu pequenino foi e divertiu-se muito. Nós também gostámos de o ver à mesa, com o grupo, de perninhas a balançar enquanto enfardava as mesmas coisas que os grandes. Também é sempre muito boa esta oportunidade anual de estar com uma data de gente que conheço há muito tempo e que nunca vejo e ir conhecendo os respectivos filhos.

- No sábado à noite, tivemos a visita da Samicas e respectivos filhos, uma alegria! Tive direito a um dos presentes lindos que esta fada do lar, da cozinha e dos lavores fez nesta Páscoa e deu para fazermos uma espécie de reunião do blog, com a presença das três postadoras mais empenhadas (bocaaaa, ganda bocaaaaaa). Enquanto os nossos filhos se rebolavam pelo chão da sala e o meu pai se esforçava por se manter aprumado depois de nessa manhã ter madrugado para ir à caça (com o pai e o filho da Kika_70, este blog é cá uma mixórdia de relações mães-pais-filhos-vizinhos-colegas, fónix), nós e a nossa mãe estivemos na converseta. Com a companhia da B., a filha da Samicas, que já prefere estar à mesa a participar nas conversas adultas (adultas?) do que a esfregar-se na alcatifa que a minha mãe amaldiçoa ter posto, com os pequenitos.

- Num registo mais para o sem filhos, no domingo de manhã deu para um salto a este evento com a minha irmã. Embora eu não goste especialmente do estilo das roupinhas que são a maioria por lá - muito laçarote, muito folho, muito cor de rosa, muita betice e quase nada para rapazes - ainda consegui trazer umas coisitas para mim e, sobretudo, escolher o primeiro presente que gostava de receber no próximo aniversário em que decidi que vou querer coisas que não livros. Falta é uma data de tempo para os meus anos.

- Chegada a casa deparei-me com dois filhos eufóricos, mais uma vez recém-chegados do café e da papelaria, já cada um com meio pão com fiambre e uma carruagem de metro em miniatura, a falar, a falar, a falar, acompanhados por uns avós que me pareceram bastante contentes.

- Depois de uma curta e violentamente interrompida sesta do V., alámos para o Parque das Nações para deixar o pai no comboio e seguir para ... aqui. Foram umas horas de multidão, ar abafado, cenários de plástico e costas a doer de ter o pequenino ao colo para conseguir ver o concerto mas valeu a pena por: a) ver os dois primos mais velhos tão compinchas, a dizer piadinhas, todas envolvendo as palavras cocó e/ou xixi, e a rirem muito) ver o pequenino tão contente atrás dos personagens (coitadas das pessoas enfiadas nos fatos felpudos naquele calor) do Bairro do Panda a pedir colo. O Riscas já fingia que não o via porque havia montes de miudinhos a querer tirar fotografias com ele e o V. sempre a meter-se no enquadramento com os bracinhos levantados a pedir colo. Ó pra ele:

Foi ... intenso.

- À noite ainda pude conversar um bocado com a Kika_70 de quem recebi uma SMS a avisar que o meu telemóvel estava a mandar-lhe a mesma mensagem incessantemente e já ia em mais de 50. Kika, paguei-as, imagina! Por um triz não nos cruzámos mas quando ela foi a casa dos pais, eu não estava na casa dos meus e só deu para falarmos ao telefone.

- Na segunda feira de manhã, o programa mais cobiçado pelos meus filhinhos: andar de autocarro. Lá demos a volta da praxe (o A. quer andar sempre no mesmo), felizmente é um programa bastante relaxado que consiste em entrar numa das primeiras paragens da linha em questão, ir até ao fim, sair, dar uma mini-volta no Campo Pequeno e regressar a casa. Com as paragens comentadas uma a uma e o pequenino a querer meter a colherada dizendo, ao chegar a Sete Rios, coisas como ''próxima paragem, Matosinhos Mercado''. Ou o crescido a perguntar em alta voz ''porque é que os autocarros de Lisboua não têm gravação a dizer as paragens?''. Uma moca.

- Depois do almoço com o primo pequenino que ainda não estuda nem trabalha e fica em casa dos avós durante a semana, o V. foi dormir e o A. foi dar um passeio de crescido com a mãe. Fomos ao CCB, à Fnac comprar um presente para uma criança amiga e, embora não tencionássemos, outro para mim (adivinhem qual é para quem)

Aproveitámos para ouvir a Xana Toc Toc nos headphones da loja e depois fomos ver a exposição da Joana Vasconcelos ao Palácio da Ajuda. O A. gostou muito e eu, que passo o tempo a dizer mal da artista, também gostei. Só lá fomos porque tinhamos uma hora livre nas imediações e achei que era giro visitarmos o Palácio, a exposição era o extra com que teriamos de gramar mas achei-a muito curiosa, gostei mesmo. A articulação com o espaço é interessantíssima e as obras, tirando algumas que acho um disparate pegado, interpelam e intrigam que por lá passa. Um grande toma que já almoçaste para mim. A nossa impressão ficou registada no livro de visitas:

- Visitada a exposição, seguimos para a aula de futebol do primo F. que nos recebu alegremente e acenou muitas vezes durante o ''treino''. Mas sem perder o aprumo.

- Apesar de a hora da partida se estar a aproximar velozmente, ainda deu para ir buscar o V. (e o L.) e correr a casa dos primos para ver as tartarugas novas (iguaizinhas às que eu e a minha irmã tinhamos em pequenas e que uma vez uma fugiu do aquário e esteve um ano atrás de um armário até reaparecer viva!) e os bichos da seda que se amontoam numa caixa (são para aí uns 200) e que a minha irmã me disse serem acarinhados pelo meu cunhado ao ponto de os tirar um a um e recolocar na caixa já limpa, cada um na sua folha de amoreira, organizados em função do tamanho.

- Os meus coleguinhas jantaram quase à hora do lanche para voltarmos para casa não demasiado tarde, numa viagem que foi a pior que fiz desde que tenho filhos com o V. a gritar até Coimbra coisas como ''quero colinhoooooooo'', ''quero guiar o carroooooooooo'', ''quero dormir mas não consego'' e o A. a chorar que o irmão lhe estava a fazer dores de cabeça. Também a mim mas consegui só gritar duas vezes. Não adiantou nada, claro. Só piorou.

- Pronto, foi mais um belíssimo fim de semana. Os senãos foram apenas

1. Ter confirmado que o meu sobrinho mais novo não gosta de mim.

2. O meu sobrinho mais velho, que nunca diz mentiras, ter dito que eu sou ''feia mas muito simpática''.

3. A minha irmã não ter deixado o F. vir viver connosco, ele que quando o desafiei para isso (as coisas estúpidas que os adultos dizem!) foi logo calçar os sapatos para ir viver connosco.

4. Hoje, quando falei ao telefone com os meus pais, a minha mãe ter dito alegremente e várias vezes, ''já está tudo em ordem'', ''já está tudo arrumado'', ''já pusemos tudo nos sítios''.

5. Não ter estado com a Teira e ela ter estado doente.

6. Não ter assinalado aqui no blog que a nossa Kika_70 fez anos ontem e está mais gira que nunca.

De maneiras que é assim... 

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