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Pensamento muito positivo

por samicas, em 12.12.12

Quem me conhece sabe que sou muito optimista.

E depois deste post vão ver que às vezes levo esta característica a extremos.

É que ando, de há algum tempo para cá, a elaborar na minha cabeça uma lista de coisas positivas da Crise (é que a lista dos aspectos negativos todos estamos a sentir na pele e não tem qualquer graça!). Sim, há muitos aspectos positivos, senão vejamos:

  1. Não nos sentimos tentados a comprar o que não necessitamos e por isso não enchemos a casa de "tarecos", os armários não ficam atulhados de roupa, não tropeçamos em tantos brinquedos, só compramos os livros que realmente conseguimos ler (ou até pedimos emprestados!), os filhos usam roupa dos primos e amigos, a comida não sobra no frigorífico;
  2. Em vez de reuniões com amigos em restaurantes, há enormes jantares e serões em nossas casas, rodando, onde cada um contribui com as suas iguarias;
  3. não se compra comida já feita ou bolos na pastelaria. É tudo caseiro, de muito mais qualidade e muito mais saudável. Neste capítulo entram os crescentes almoços de marmita e as hortas caseiras ou, a outro nível, as hortas urbanas comunitárias;
  4. também se começou a costurar e a fazer "malha", o que ocupa os tempos livres e estimula a criatividade. Aqui também entra a bijuteria "caseira" e o regresso ao artesanato;
  5. a utilização cada vez maior das bicicletas como meio de transporte e como desporto;
  6. a substituição do ginásio por uma corrida diária (ou pela bicicleta);
  7. gastamos muito menos electricidade, água e gás; deixámos de desperdiçar recursos escassos e caros. Neste capítulo também entra a gasolina e o gasóleo;
  8. aprendi recentemente que com a economia em crise também há menos emissão de CO2, o que o ambiente agradece;
  9. há imensas promoções e saldos em tudo o que é loja;
  10. estamos mais alerta para consumir o que é português;
  11. há muita solidariedade e as pessoas juntam-se para ajudar quem mais precisa;
  12. as crianças de hoje vão de certeza aprender a não desperdiçar, a poupar e a não gastar mais do que têm.

Acho que a lista já vai extensa e por isso vou ficar por aqui (no dia 12/12/12, 12 pontos vem a propósito!).

Agora, não me digam que não sou positiva!!!

 

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Postal de Natal

por samicas, em 12.12.12

Aqui está o primeiro postal de Natal que recebi do meu filho!

Atenção que ele está no 2º ano e até é bom aluno...

Como é possível dar tantos erros???? Deverei preocupar-me?

 

Mas querem saber? Que se danem os erros, o que interessa é o que ele diz, certo?

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Comprar o jornal

por titi, em 12.12.12

No fim de semana passado decidi que doravante, quando for comprar os jornais de sábado, incluirei no lote uma publicação que agrade aos meus filhos. Lembrei-me disso quando vi à venda no quiosque a novíssima edição portuguesa dos antiguinhos livros de quadradinhos da Disney. Que levei para casa ao preço promocional e extraordinário de 1€ e está a fazer um sucesso enorme. E a rendeeer. Não vou comprar sempre a mesma revista (até porque este preço foi só da primeira, as seguintes são mais caras), vou escolher o que me parecer mais engraçado, dirigido aos interesses deles e com o preço dentro do limite do razoável. Vão adorar que se comece a ir comprar o jornal para eles também, pode ser que dê frutos. Se bem que, com o caminho que a coisa leva, quando forem crechidinhos já não vão ter jornais de referência para ler, pelo menos jornais com jornalistas independentes que não sejam papagaios dos conselhos de administração das empresas proprietárias (possivelmente angolanas). É tão deprimente o futuro que se adivinha para a nossa comunicação social e deve ser tão difícil ser jornalista nos tempos que correm, fogo!

 

PS: Por falar em jornalistas: alguém aí está em Lisboa? Se estiverem, têm isto para visitar.

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Andar numa escola só com raparigas e cheia de proibições é...

por titi, em 12.12.12

Encontrar em tudo razões para risos.

Fugir da escola à hora do almoço.

Ir às escondidas às janelas da frente ver os rapazes do liceu do outro lado da rua.

Passar tempo com as amigas e desejar ardentemente que o colégio fosse interno para o tempo de diversão se prolongar pelo resto do dia e da noite.

Adoptar comportamentos miseráveis durante o almoço e, quando castigadas e obrigadas a levantar e limpar as mesas do refeitório, portar ainda pior.

Combinar entre todas passar a aula de Religião e Moral a cruzar e descruzar as pernas simultaneamente levando a Professora à loucura.

No fim de uma missa de celebração de um acontecimento especial de que já não me lembro, levar um estalo da mãe por causa da atitude completamente desrespeitosa adoptada (por todas) durante o evento.

Nos intervalos maiores, explorar as áreas proibidas da escola.

Fazer ginástica na capela às escondidas.

Enrolar a saia da farda na cintura para a fazer mais curta, até ela ficar mais parecida com um cinto do que com uma saia.

Desprezar a irmã e respectivas colegas por serem três anos mais novas, pobres diabos.

Ir de carrinha para casa com a amiga Kika que uma vez, a achar-se dona da carrinha por ser das mais velhas da escola, resolveu repreender uma miúda mais nova e lhe saiu: ''vê lá se queres levar um estalo na cara no vidro'' e a miúda mais nova fartou-se de gozar ''no vidro?! eh eh''. Chegar a casa e ficar à porta do prédio a tocar flauta até à exaustão sentindo-se as maiores virtuosas.

Começar o almoço a comparar os conteúdos das respectivas lancheiras e ficar muito desgostosas quando de dentro do termo pingava um bife ressequido e húmido e uma semi-esfera de esparguete colado (à Samicas e à Festarola, isso nunca acontecia, das lancheiras delas brotavam sempre iguarias opíparas).

Ir à molhada buscar a lancheira ao fim do dia e descobrir que alguém tinha roubado o pau que a fechava.

Passar o intervalo do almoço a dramatizar situações que envolviam os Duran Duran e eram escritas, produzidas e protagonizadas pela Kika.

Ir a Londres no 8º ano com a Professora de Inglês e ficar extasiadas, embubadadas, deslumbradas, azamboadas, embasbacadas com a liberdade de que nessa viagem iniciática se desfrutou.

Ficar para sempre muito impressionada com a falta de largueza de horizonte físico, intelectual e espiritual de 85% das freiras de que me lembro.

 

E, o melhor de tudo: constatar que, tantos anos, tantas experiências, tantas viagens, tantas descobertas, amigos novos, desgostos, interesses novos, filhos, casamentos, descasamentos, interesses diferentes, mudanças de cidade depois, as minhas amigas maiores (que também são minhas madrinhas, minhas afilhadas e mães de afilhados) sejam quase todas desses tempos e continuem a fazer-me rir como faziam nos longínquos anos 80.

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Amizades por aí

por Checa, em 12.12.12

Algumas das minhas amigas mais próximas foram-se embora.

Algumas das minhas amigas mais próximas, por motivos vários, saíram deste país para ir viver longe, nalguns casos mesmo longe.

Eu tenho saudades delas.

Mesmo que, quando estivéssemos pertinho, passássemos demasiado tempo sem nos vermos, eu sentia-as por ali, ao virar da esquina.

No Quénia, ou Ghana (?) está a I., minha companheira de bons programas nos tempos em que ainda não era mãe.

Na Suécia, com os seus amores, a J., amiga de há décadas, com que partilhei quarto (e mesmo cama) nos nossos tempos de Erasmus.

Na Irlanda do Norte, um encontro casual fez-me cruzar com uma portuguesa. A afinidade foi tal que nunca mais nos largámos. Felizmente vem cá em Dezembro.

E agora que a C. foi para longe, mesmo longe, sinto um apertozinho no coração por não a ter aqui. É a mais maluca e chanfrada de todas.

E já vos disse, meninas, que tenho saudades vossas?

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