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Audição filha

por kika_70, em 11.12.12

Correu bem. Tive que ouvir não sei quantas pianadas até chegar a vez da minha little girl. Nessa espera, juntou-se de mansinho um novo instrumento de fundo: a minha avó a ressonar! Foi imediatamente intercetada pela cotovelada da minha mãe! Ela tem este tique descontrolado, mais repetido nos dias de frio...quando se encapsula nas suas fazendas e se enrosca. É um perigo convidá-la para acontecimentos públicos, como ir ao cinema ou ao teatro. Particularmente no teatro que tem aqueles cirscunspectos momentos de silêncio...um embaraço..."Vó, Vó!! Acorde! Está a ressonar!!!",  "Estava, filha?!! Vê lá tu!". Aqui também quase me finjo de morta, com a vergonha. Mas dei por mim a pensar durante a audição que daqui a uns anos serei eu a roncar publicamente, se não for pior. Por isso, tenho que me rir e achar graça. Afinal com o envelhecimento a paços largos, as plateias vindouras serão um enorme e compacto coro de roncos em uníssono. E nós lá no meio, certo?

 

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Mudar de casa

por samicas, em 11.12.12

No seguimento do post da Titi sobre casas pequenas lembrei-me de escrever sobre a minha experiência de casas pequenas. Aqui vai.

 

Adoro casas (defeito de profissão!).

E adoro mudar de casa...

Mudar de casa permite:

mudar para melhor, supostamente para casas maiores e com mais qualidade;

deitar lixo (muito lixo) fora, coisas que achavamos úteis e que, só pelo simples facto de as termos que carregar nos faz pensar que, afinal, não são assim tão importantes;

limpar tudo, tanto o que é novo como o que já tinha muito pó acumulado, todos os cantinhos, incluído os cantos inacessíveis e que de repente mostram quanta sujidade acumulamos sem saber;

fazer novas decorações, novos ambientes, adquirir alguma mobilia nova...

Principalmente, o que me agrada é ficar tudo muito arrumadinho...

 

A primeira casa que tive (depois de ser independente!) tinha cerca de 50m2. Umas águas-furtadas lindas de morrer. Tinha apenas o quarto e uma sala com kitchenette (e a casa-de-banho, claro!). Até as portas eram de correr, para poupar espaço! Continuei a fazer jantares e festas e era tudo o que eu precisava. Sempre tinha querido viver sozinha e por isso foi o realizar de um sonho.

Ao fim de 2 anos, entretanto já casada, mudei para a casa de baixo, com mais uns 10m2 e mais uma divisão (ganhei um escritório!) e mais armários de cozinha (também esta "embutida"). Tinha imensa luz e uma sala maior para mais amigos! Adorei todo o tempo lá passado...

De seguida, mudei de cidade e para uma moradia, em banda, com um pequeno pátio. Uma casa com 70m2!!!!! A evolução existe mas é bem pequena... 2 pisos, 2 quartos, 1 sala e uma cozinha de verdade, tudo com dimensões mínimas. Desde aí nunca mais quis ir viver para apartamento. Ter um espaço exterior, nosso, para nos sentarmos ou para tomar uma refeição, vale pela vida. Foi suficiente para nós e para a primeira filha mas, com o segundo a caminho... Há que procurar outra casa... e mudámos novamente, 3 semanas antes dele nascer!!! Nessa altura, já o espaço se mostrava efectivamente curto para tanto brinquedo e para tudo o que fomos acumulando. Também nos importunava a "regressão" de não ter uma sala onde pudéssemos fazer um jantar com familia ou amigos, sentados... eram sempre em pé!!!!

Andávamos à procura de uma casa com uns 100m2 e, pelo mesmo preço, eis que nos cai do céu, uma bem maior, isolada, com jardim, linda, perto da praia e com uma vista fantástica sobre a Serra!!! Aqui estou, muito feliz... Cheia de espaço... Os meus filhos só não estão no jardim quando chove! Fazemos inúmeras reuniões familiares e com amigos... Mas pensam que, por causa disso, não me apetece mudar? Claro que apetece... Não fosse esta crise que se atravessou à nossa frente e já estaria nos planos uma mudança... E não tem nada a ver com mais espaço... é mesmo pela mudança!

Sabem, eu acho que conforme a vida vai mudando, a casa também deve mudar e adaptar-se às novas vivências e às novas realidades: sozinhos, com filhos pequenos, com filhos adolescentes, sozinhos de novo e com saúde, velhinhos... A casa para toda a vida não existe na minha cabeça... e garantidamente vai apetecer-me voltar a uma casa pequena!

 

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O meu assistente pessoal

por titi, em 11.12.12

É o meu filho mais velho. Enquanto estou na cozinha às voltas com os tachos (até parece!) vou-lhe dizendo para quem deve escrever cartões de Boas-Festas. Ele adora, a mim dá jeito e quem recebe não deve desgostar. Vejam:

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Fechar ou não fechar a loja?

por Checa, em 11.12.12

Segundo a literatura da especialidade ando a fazer o luto do bebé. É um termo infeliz mas é capaz de ter uma pontinha de verdade.

O segundo filho é vivido de maneira diferente. Apesar de dizermos que talvez ainda nos aventuremos num terceiro, bem no fundo sei que isso é muito pouco provável. Dois é, de facto, uma conta muito equilibrada: dois pais, dois filhos.

E por ter consciência de que cada segundo que passa na vida deste adorável bebé de seis meses, é um segundo que não volta a ser vivido, sinto uma nostalgia enorme que me faz querer congelar o tempo, e ficar com ele, assim pequenino, aconchegado no meu colo, para sempre.

Na verdade esta última gravidez não foi especialmente agradável. Não que alguma coisa tenha corrido mal, eu é que, por experiências anteriores desagradáveis, estive de pé atrás até ao dia do parto. O meu obstetra (que eu amo e em quem confio como se de um Deus se tratasse) sempre a tentar descomplicar-me a cabeça, mas ela, traiçoeira, via problemas onde eles não existiam. Felizmente correu tudo de forma perfeita, tão perfeita que ainda me sinto a vacilar… será que vamos ao terceiro?

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As atribulações da vidinha

por kika_70, em 11.12.12

 

Que coisa mais doentia não ter ainda conseguido vir aqui a este nosso “espaço de cidadania”. Perfeitamente entalada em vicissitudes diversas é o que é! Desde logo o pesaroso acontecimento do meu peixe zarolho ter falecido, deus o tenha….Por falta de tempo para lhe dedicar um enterro digno, manteve-se a boiar durante uns dias e o companheiro de cela, o vermelho, acabou por solidarizar-se e falecer também. Ora, face à profunda dialética que eu estabelecia com o preto zarolho, vi-me mergulhada num amargo transe. De quem posso eu agora esperar uns lances de olhar?....Digam-me! Já nem obras há ….

Bom, life goes on…o capitulo seguinte foi assinalado por uma paralisante dor nas costas. Lá fui eu para o Osteopata que exercitou torturas medievais estirando-me o esqueleto em viés e repuchando-me as ossadas em modo sádico. Ah! E tudo isto em poses despudoradas…leia-se, sem “parte de cima”. Larguei 120€ em duas visitas e descobri que tenho umas cenas por aqui pelos ovários e cólon, além de ter sofrido umas quase perfurações na barriga daquelas duas manápulas a remexerem-me as vísceras . Yhak!! Nada chique!

Tudo isto bem mexido com afazeres domésticos e filhos.

Filhos….1,2,3 respira, respira, bem fuuuundo…. Lindos e encantadores, os meus rebentos. Não há como eles para me enaltecerem a vida, não há de facto. Mas às vezes é dose de cavalo. A minha filha, que sabe da existência deste fórum de loucura, se ler isto vai-me dar razão. É que as portas a bater, os gritos e os grunhos pela casa não são normais. Parece a feira da ladra, valha-me deus! Qual a melhor estratégia? Finjo-me de morta! Houve um tempo em que passava à frente do Hospital dos Malucos e vaticinava: “é para aqui que venho um dia, meus filhos!...” e eles “HÃ?!! Qué isso mãe?!” “Nada, nada…” retorquia. Ficava tudo na mesma comá lesma.

Mas considero-me uma mãe sempre operacional para eles. No que posso, lá vou eu! Este fim de semana fiz-lhes o picnicão com tanta trampa, meu deus…vimos o Madagáscar que me fez rebolar a rir. O “mai novo” ocupou o sábado no surf e a filha do meio exibiu as suas competências musicais num concerto fantástico. Já o teenager estudou (o possível) para os três testes desta semana. Almoço em família alargada no sábado e no domingo em ritmo non stop, sempre com o meu irmão cão aos saltos desenfreado. Passou o fim de semana.

 E agora mais uma semana a começar num ritmo mais calmo, assim espero.

Amanhã estou ansiosa de ver a minha piquena, flor e fera tudo-ao-mesmo-tempo, a  emparelhar aquelas suas mãozinhas ágeis com o piano, num recital fofinho…

Beijinhos a todas

 

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