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Vasquinho, Vasquinho

por titi, em 11.04.17

Enquanto escrevo, ouço ao fundo o incessante fchhhh, fffccchhhhhh das batalhas de sabres de luz que o Vasco passou a tarde a disputar com o seu grande amigo João.

Hoje o Vasco foi almoçar com a avó e apareceu-me em casa com uma toalha de banho beje e podre de velha aos ombros: era a capa de Obi Wan que ele me andava a pedir há uma data de tempo e que a minha sogra improvisou, para grande felicidade dele. Depois do almoço fomos ao Continente e ao Lidl (podia comprar tudo no mesmo supermercado, não era?), sempre com a toalha velha aos ombros. Acho que limpou o chão dos dois supermercados com grande eficiência.

Será que alguém conhecido nos viu? O aspecto dele era do mais desgraçado que há. A juntar ao facto de andar muitas vezes de fato de treino e de o de hoje estar particularmente sujo. Sempre que temos alguma combinação de programa fora de casa, festa de anos, passeio, ida a casa de amigos, o Vasco decide se quer ir ou não em função de poder ou não ir de calças de fato de treino.

Durante imenso tempo, fui intransigente. Não me apeteceia circular com um filho maltrapilho de um lado para o outro. Depois, uma amiga fez-me ver a luz: porque não? Porque é que o Vasco não há-de ter uma palavra a dizer sobre a roupa com que gosta de andar, independentemente de ser pequenino ou crescido?

Fizemos um acordo, expliquei-lhe a lista das ocasiões em que teria de usar umas calças bem apessoadas e prometi-lhe que no dia-a-dia seria ele a escolher a roupa que queria vestir. Comprei algumas calças de fato de treino com bom ar, que quase se confundem com calcitas não de fato de treino. Compro-lhe calças sem botão no cós, só elástico. Não o obrigo a usar pólos. No Verão anda invariavelmente com calções de algodão e elástico na cintura. E nunca mais tivemos birras sobre roupa, birras que eu geralmente ganhava mas sempre com uma vaga sensação de estar a fazer prevalecer o meu ponto de vista sem ser justa. Não que eu ache que a relação entre pais e filhos deva ser de igual para igual, nem pensar. Mas que há muitos momentos em que a vontade dos miúdos deve ser respeitada, ou pelo menos ouvido, isso sim.

Quando hoje olhei para o meu filho na pastelaria e vi isto, deu-me muita vontade de rir.

obi.jpg

 

 

 

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