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E se trocássemos umas ideias sobre vida de casal?

por titi, em 08.04.15

(texto) e (Fotografia)

 

Não estamos todos a ficar paranóicos com o que deve ser a educação?
Percebo que se pretende trabalhar com os pais nas suas dificuldades funcionais. Mas educação parental é uma coisa que não faz nenhum sentido. Há 20 mil maneiras de se ser pai. Aquilo que é o modelo de uma família funcional não existe. Pode haver famílias aos nossos olhos disfuncionais, em que os miúdos ficam sozinhos e não tomam banho, e que são funcionais. Os técnicos têm uma imagem e estão cheios de preconceitos. E muitas vezes aplicam estes preconceitos a famílias a que não faz sentido que sejam aplicados.

O âmago é a criança sentir-se amada?
Sim. E o sentir-se amada pode ser de 20 mil maneiras.

E é a trave a partir da qual se pode construir o edifício…
Uma criança para crescer e para ter alguma saúde mental tem de ter sido amada. Não tem de ser amada pelo pai e pela mãe, pode ser amada só pelo pai, só pela mãe, por uma tia, uma avó ou por uma figura muito importante.

Alguém que a sustém.
Alguém que seja contentora. Se isso tem de ser feito numa família tradicional? Nem pouco mais ou menos. A adopção por casais homossexuais: a questão que ponho é social. Como é que um miúdo na escola vive isso? É uma treta dizer-se que o miúdo precisa de uma figura masculina e de uma feminina.

Porque vão encontrando sempre figuras femininas e masculinas?
Eu posso ser uma figura feminina, apesar de ter pénis. No sentido de ser aquilo que é tradicional na figura feminina: mais acolhedor, mais colo. Não tem de passar pela anatomia das pessoas, muito menos pela orientação sexual.

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