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Fim de semana animado

por titi, em 30.11.15

No fim-de-semana o pessoal de Lisboa subiu à cidade para a festa dos 80 anos de uma tia. Mal nos encontrámos na festa, o meu sobrinho Francisco, aka Capitão, veio soprar-me ao ouvido ''posso ir dormir à vossa casa?'' (como se alguma vez tivessemos estado a contar que ele dormisse noutro lado) e a partir daí foi um corropio de sussurros de sobrinho e filhos aos meus ouvidos a perguntar a mesma coisa a que eu já tinha respondido mil vezes, não sei o que lhes deu. Já não os podia ouvir nem aguentar os perdigotos nas orelhas.

Para grande pena dos três, chegámos a casa tão tarde que já não deu para fazer festa do pijama nem para ver um filme, foi só fazer a cama no colchão e pôr tudo a dormir.

Acordei no domingo com o som dos sussurros deles para os encontrar todos no andar de cima do beliche a afiar lápis (sim) para escreverem a peça de teatro que queriam levar à cena durante a manhã. Assim, embora tendo adormecido todos à 1h da manhã, por volta das 11h já tinham escrito e representado a sua peça - em que o meu sobrinho, sempre tão autoconsciente e com medo do ridículo*, tinha a seguinte fala: ''olá, eu sou a Cláudia!'' -, visto o Divertidamente com ''o sofá virado''** e tomado o pequeno-almoço nele sentados em vez de à mesa e preparado as peças a concurso para o certame de ''Expressões Artísticas'' que se organiza sempre que o Francisco vai lá dormir. O concurso costuma ser de Lego mas, como desta vez não havia vontade de fazer Lego por parte de alguns, alargámos o âmbito da coisa e tivemos a concurso uma casa de Lego, uma banda desenhada e um texto livre. Depois de muita deliberação, o júri (eu e o maridaço) deliberou que a elevada qualidade das peças a concurso o obrigava a decretar um empate, ao som de exclamações de ''ela diz sempre isto!'' ou ''deem lá o trash-pack do prémio!''. Demos uma coisa tirada do armário das tralhas, aka ''armário das surpresas'' que é uma prateleira do quarto de arrumos onde acumulo brindes e coisas assim e, surpreedentemente, a minha advertência de que se alguém o abre, o armário fica vazio porque tudo o que lá está se evapora, é levada a sério e nunca nenhum puto o abre.

Não foi fácil pôr tudo a mexer para o almoço em casa dos avós, não foi não.

 * o sensor de ridículo do meu sobrinho deve estar sem pilhas uma vez que passou grande parte da festa da tia com um gorro absurdo encimado por um pompom enfiado na cabeça para disfarçar o corte de cabelo algo radical que a mãe lhe fez numa última tentativa desesperada de erradicar os piolhos lá de casa.

**o ''sofá virado'' é uma instituição lá em casa, posta em prática quando queremos sentar-nos todos a ver alguma coisa na televisão, dado que na posição habitual, o dito sofá está virado para a janela.

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Extraordinary secrets from ordinary lives

por titi, em 27.11.15

Estou tão tramada! Desde que ouvi falar neste livro e no projecto por detrás dele que não consigo parar de pensar em escrever ao senhor, ir aos correios alugar um apartado e replicar a ideia por cá.

Tivessem os dias 40 horas...

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É bom ser professora

por titi, em 26.11.15

#1

Na semana passada faltei a uma aula para poder acompanhar um amigo no funeral da mãe que morreu, com 97 anos muito bem vividos quase até ao último dia.

Mandei uma mensagem aos alunos da turma, avisando da falta e da reposição da aula em outro dia e hora e, à noite, recebi o email abaixo.

FireShot Pro pc.jpg

 Amoroso.

(Pena o autor do email ter passado a aula de ontem a tentar mandar mensagens com o telemóvel (mal) escondido debaixo da mesa e ter sido preciso dar-lhe uma rabecada).

 

#2

No fim da primeira aula desta manhã, o meu simpatiquíssimo e divertidíssimo aluno da Serra Leoa veio atrás de mim a perguntar qualquer coisa que eu não ouvia. À terceira, percebi: ''son ok?''.

Ontem de manhã tive de levar o telemóvel para a aula e explicar aos alunos que o fazia excepcionalíssimamente porque o meu filho estava doente e eu estava preocupada e à espera de notícias (contingências de passar metade da semana longe de casa, esta parte não disse).

 

# Conclusão

A gentileza é um valor não totalmente posto de parte.

 

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Obrigada

por titi, em 25.11.15

Posso dizer aqui que hoje é dia de dupla satisfação porque houve dois exames negativos a chegar à minha caixa de email?

 

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Há-de chegar um dia

por titi, em 25.11.15

Em que uma notícia como esta não me deixe um bocado comovida. No trabalho e no resto da vida, digo sempre um yess cá para dentro quando, de entre o lote dos capazes, dos habilitados, dos sérios, dos empenhados, dos competentes, se escolhe uma mulher.  Neste caso, uma mulher que diz:

No discurso político, a questão racial continua a ser tabu, manifestamente. Percebo que a abordagem não é fácil. Construiu-se a ideia de que os portugueses eram propensos à miscigenação, misturavam-se culturalmente e que, portanto, isso era um indicador de que não discriminavam racialmente. Eu digo 'não'.

 

E depois há isto que, pronto, me fez chorar um bocadinho. Pois, pois, ser cega não me dá nenhuma garantia de competência mas não pude deixar de recordar as duzias de vezes em que no passado circulei pela ACAPO, conheci algumas pessoas e não houve como não reparar que o máximo a que aquelas pessoas podiam aspirar no que a uma profissão diz respeito era serem pedintes ou, se tivessem sorte, telefonistas. Recordando esse cenário - que não há-de ter melhorado muito desde os anos 90 do século XX - não tenho como não achar que ontem se deu um passo gigante.

 

PS: A alegria dura-me pouco porque logo a seguir leio isto e cai-me o queixo ao chão. Foi ontem, mas o queixo ainda está no chão. Não sou de teorias de conspiração mas não há como não pensar que por trás de escolhas como esta há more than meets the eye. Já agora, porque não esta senhora para directora da Cinemateca?

mcs.jpg

 

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Dois livros a que volto. E volto.

por titi, em 23.11.15

el.jpg

esp.gif

E tantos, tantos anos depois de os ter lido pela primeira vez, falam de temas tão actuais que podiam sido escritos hoje. Infelizmente.

 

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Há-de sair, gaita

por titi, em 23.11.15

20151123_123029.jpg

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Engonhar

por titi, em 19.11.15

- Vasco, vem tomar banho.

- (a ignorar-me)

- Vasco, banho! - Não posso, estou ocupado...

- VASCO, BANHO!

- (a olhar para um livro tirado ao calhas da estante, só para engonhar ) Vou já, estou aqui a ver o amor!

- ( ?? )

- Estou a ver o amor que tenho por vocês.

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Humanos

por titi, em 19.11.15

Se eu já adorava ler os textos do Brandon Stanton, o jornalista que faz o Humans of New York, e eencomendei o livro via Amazon, agora estou entregue à leitura da versão Humans of New York Refugee Stories, que começa assim:

 

For ten days in September, I travelled to Greece, Hungary, Croatia, and Austria to learn the stories of refugees traveling across Europe. These are some of the stories I learned…

I want to begin this refugee series with a post from the summer of 2014. This is Muhammad, who I first met last year in Iraqi Kurdistan. At the time, he had just fled the war in Syria and was working as a clerk at my hotel. When war broke out, he’d been studying English Literature at the University of Damascus, so his English was nearly perfect. He agreed to work as my interpreter and we spent several days interviewing refugees who were fleeing the advance of ISIS. As is evident from the quote below, I left Muhammad with the expectation that he’d soon be traveling to the United Kingdom with fake papers. I am retelling the story because I have just now reconnected with Muhammad. He will be working again as my interpreter for the next ten days. But the story he told me of what happened since we last met is tragic.

 

Deve sentir-se profundamente realizado, quem faz disto profissão.

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É medo, é

por titi, em 16.11.15

Quando vês a escola (francesa) ao pé de casa vigiada por polícias fortemente armados a coisa fica ainda mais assustadoramente ... real.

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